Esse deverá ser o lema de todas as equipas, pois Sebastien Loeb continua a ser o alvo a abater. O francês vai ser o segundo na estrada, o que o poderá penalizar, mas Mikko Hirvonen será mesmo quem mais vai sofrer. Latvala está em boa posição para forçar o ritmo e atenção a Chris Atkinson
Os ralis de terra são normalmente uma dor
de cabeça para quem abre a estrada e o Rali da Argentina
não foge à regra, com Mikko Hirvonen e Sebastien Loeb
a serem previsivelmente os mais prejudicados. Só que
há um facto que pode alterar essa conjuntura, que é a
chuva. Na América do Sul, começou agora o Outono e na
Argentina acontece com alguma frequência a chuva marcar
presença, o que inverte a tendência, ou seja, quem sai
na frente tira vantagem.
Acreditando que será o sol a ditar leis, o que se viu no
México poderá repetir-se nas especiais argentinas.
Mikko Hirvonen terá previsivelmente dificuldades em
acompanhar o ritmo da concorrência nas primeiras passagens,
pois vai a «limpar» a estrada. Com isso deverão
beneficiar não só Sebastien Loeb, mas sobretudo
Jari-Matti Latvala, terceiro, e Chris Atkinson, quarto.
O finlandês tem demonstrado neste início de temporada
que foi uma escolha muito acertada de Malcolm Wilson para
substituir Marcus Gron-holm, enquanto o australiano tem colocado
Petter Solberg um pouco na sombra, numa altura em que a Subaru
espera pelo novo Impreza. Tal como a ronda centro-americana,
também este rali tem classificativas em altitude, algumas
mesmo acima dos 2000 metros, o que faz com que os motores percam
rendimento. Quem se costuma dar bem com esta situação
são os Subaru, pelo que Petter Solberg pode igualmente lutar
pelos lugares da frente.
Fora do lote destes cinco, atenção aos dois homens da
Stobart, «Gigi» Galli e Henning Solberg, e
também a «Dani» Sordo no segundo Citroën.
Apesar de jogarem em casa, os homens da Munchi’s, Luis Perez
Companc e Federico Villagra, a pouco mais podem aspirar do que
chegar aos pontos, enquanto a Suzuki é uma
incógnita.
Se o motor do SX4 WRC denotar os mesmos problemas que apresentou no
México, então Toni Gardemeis-ter e Per-Gunnar
Andersson vão ter vida difícil. Caso essas
dificuldades estejam ultrapassadas, é possível que
consigam lutar com os homens da Munchi’s pelos últimos
pontos. Mat-thew Wilson e Conrad Rautenbach são os outros
dois pilotos em WRC, mas se o inglês ainda pode sonhar com um
lugar pontuável, já o zimbabueano, em ano de
adaptação a este tipo de carro, mais não
quererá do que fazer finalmente um rali sem saídas de
estrada.
Bernardo a solo
Depois da excelente estreia na Suécia, onde somou um ponto,
Bernardo Sousa estará de novo em competição,
sendo que desta vez é o único português, pois a
Argentina foi uma das provas excluídas por Armindo
Araújo. A tarefa do madei-rense será naturalmente de
aprendizagem, mas num piso que conhece, terra, e tendo já
feito um rali nesse terreno, o Torrié, pode sempre
surpreender, embora essa não seja naturalmente a meta
principal, pois são vários os pilotos que já
conhecem o evento sul americano e que são candidatos
à vitória. Pelo que se viu na Suécia, Patrik
Sandell e o Peugeot 207 S2000 deverão ser os protagonistas,
mas «Toshi» Arai e Jari Ketomaa são outros
candidatos, para além dos «artistas convidados»,
os locais Sebastian Beltran e Marcos Ligato, que embora não
façam todo o campeonato, neste rali podem roubar
pontos.
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